domingo, 21 de fevereiro de 2010

Lanterna

Nunca fui de me intimidar sem me incomodar.
Aliás não sou acomodada, muito pelo contrário, sempre gostei de inquietação.
Nunca fui de descer escada devagar e nem de amar com aliança.
Quero paixão ardente, orgasmos múltiplos e me jogar em abismos.
Ou mesmo um amor quieto e gostoso, que seja, o que importa é o que se sente.
O tanto faz, faz meu tipo e a minha imensidão só eu vejo.
Tenho medo de altura e quero ir sempre mais alto, mais baixo, mais leve.
Trago em mim todos os sonhos existentes, todas as fantasias inexplicáveis, todos os signos do zodíaco, todos os universos e uma criança que, apesar de muitos anos, é uma criança.
E trago em mim toda a certeza de que ser feliz é consequência e não causa.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Eterno voo

Segurei o choro com os olhos
Segurei o beijo com a boca
Segurei o abraço com a força
Mas meu coração estava no mais interior de mim, que nem mesmo olhos, boca ou força conseguiram segurá-lo. Nem mesmo os anjos...

Coisas importantes

Em Hamlet, se diz que existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia. Mas as coisas que realmente importam é aquelas que só a inocência de criança ou a velhice nos faz sentir. Sentir o vento no rosto e pensar como é bom viver! Ver um fio de cabelo e se impressionar com a perfeição de cada ser. Ver cada rosto como se fosse o único, cada voz como se fosse a mais doce, e cada coração, como se fosse o seu.